Alexandre de Moraes, ministro do STF, negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, visitasse o ex-presidente na prisão. A decisão ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores informar que a visita não fazia parte da agenda diplomática e poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.
Inicialmente, Moraes havia autorizado a visita em 18 de março, data diferente da solicitada pela defesa. A equipe de Bolsonaro recorreu, alegando que Beattie participaria de um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo no dia 18 e pediu que a visita fosse antecipada para 17. O ministro, então, consultou o Itamaraty, que reforçou que não havia compromisso diplomático confirmado para o encontro.
Segundo o documento assinado pelo ministro Mauro Vieira, a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente em ano eleitoral poderia configurar interferência indevida nos assuntos internos do Brasil. Desde janeiro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por envolvimento na tentativa de golpe de 2022 no 19º Batalhão da PMDF, e todas as visitas à prisão dependem da autorização de Moraes.
