O ministro Alexandre de Moraes agendou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O procedimento ocorrerá via videoconferência, uma vez que Eduardo reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e mantém seu endereço exato em território americano sob sigilo.
A acusação central é de coação no curso do processo, crime com pena prevista de 1 a 4 anos de reclusão. Eduardo é suspeito de tentar interferir, mesmo estando no exterior, no julgamento da trama golpista que resultou na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro.
O interrogatório foi marcado após o ex-parlamentar ignorar as citações feitas via Diário Oficial, perdendo o prazo para apresentar sua defesa prévia. Vale lembrar que Eduardo já teve seu mandato na Câmara cassado por excesso de faltas e ainda enfrenta processos administrativos na Polícia Federal.
A pressão sobre a família Bolsonaro aumentou após uma fala de Eduardo no evento conservador CPAC, onde afirmou que “mostraria um vídeo ao pai”. O episódio foi interpretado como uma possível quebra de restrições judiciais.
