O ministro Alexandre de Moraes, do STF, comparou o esquema de três deputados do PL à máfia italiana durante o julgamento sobre desvio de emendas parlamentares. Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) mantinham um controle detalhado sobre valores, com divisão de quantias e pressão sobre os envolvidos.
Em seu voto, Moraes citou o filme Os Intocáveis e lembrou Al Capone, destacando a existência de tabelas de pagamento e prestação de contas, além de um cobrador chamado Pacovan, responsável por ameaças quando os repasses atrasavam. Segundo ele, havia violência e grave ameaça como parte da estrutura do esquema.
O ministro destacou que, ao acompanhar o voto do relator Cristiano Zanin, ficou comprovado que os parlamentares agiam de forma organizada e padronizada, característica que está sendo investigada pela Polícia Federal, reforçando o caráter estruturado da corrupção passiva cometida pelos réus.
