Ministros do Supremo Tribunal Federal orientaram o relator Alexandre de Moraes a conceder prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro, em razão da dupla pneumonia que acomete o ex-presidente. A recomendação teve como foco não apenas a saúde de Bolsonaro, mas também a proteção da corte de pressões políticas e possíveis crises decorrentes do agravamento do quadro clínico.
Os magistrados lembraram que, até então, a prisão em regime fechado se baseava em laudos médicos, mas a evolução da pneumonia exigia maior cautela. A medida foi estruturada para manter Bolsonaro sob monitoramento rigoroso, incluindo atendimento médico intensivo, fisioterapia, acompanhamento psicológico e visitas familiares regulares, garantindo condições humanitárias e de segurança. A informação é de Daniela Lima.
A decisão prevê revisão do benefício em 90 dias, prazo médico recomendado para plena recuperação de idosos com pneumonia, e mantém o controle estrito do STF sobre qualquer eventual necessidade de retorno ao hospital ou alteração no regime. O objetivo central da medida, reforçam os ministros, é preservar a integridade física do ex-presidente e blindar a corte de instrumentalizações políticas.
