Meta e Google são condenadas por danos ligados ao uso compulsivo de redes

André Oliveira
2 min de leitura
CEO da Meta, Mark Zuckerberg, chegando ao Tribunal Superior de Los Angeles

Um júri de Los Angeles considerou as gigantes de tecnologia Meta e Alphabet, controladora do Google, responsáveis por danos relacionados ao vício em redes sociais , determinou o pagamento de US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,7 milhões) em indenização. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (25), é vista como histórica e pode abrir precedente para milhares de processos semelhantes movidos por famílias, autoridades e instituições educacionais nos Estados Unidos.

O caso envolve uma jovem de 20 anos que alegou ter desenvolvido dependência das plataformas ainda na adolescência, apontando que o design dos aplicativos foi criado para manter os usuários engajados por mais tempo. A estratégia da acusação focou justamente na forma como as plataformas são estruturadas — e não no conteúdo — o que dificultou a defesa das empresas. Outras companhias, como TikTok e Snap, também foram inicialmente incluídas no processo, mas firmaram acordos antes do julgamento.

A decisão ocorre em meio ao aumento da pressão sobre empresas de tecnologia quanto aos impactos das redes sociais na saúde mental de jovens. Nos Estados Unidos, diversos estados já avançam em legislações que buscam limitar o uso dessas plataformas por menores, incluindo exigência de verificação de idade e restrições em ambientes escolares. Paralelamente, novos julgamentos sobre o tema já estão previstos, reforçando o movimento de responsabilização das big techs diante dos efeitos do uso excessivo das redes.

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