Mario Frias responde a Dino nas redes e diz quando volta ao Brasil

Nayara Vieira
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O deputado federal Mario Frias (PL-SP) utilizou suas redes sociais para se direcionar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmando que retornará ao Brasil no dia 25 de maio e que está “à disposição para um encontro ao vivo”. A publicação ocorre após o parlamentar saber pela imprensa que o magistrado buscava informações a seu respeito. Frias justificou sua ausência alegando estar em agenda oficial internacional, com o conhecimento do presidente da Câmara, Hugo Motta, e garantiu que a volta ao país será uma ótima oportunidade para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A manifestação do deputado vem em resposta a uma cobrança que se arrasta há mais de um mês, período no qual o STF tenta, sem sucesso, intimá-lo. Em 23 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade tem como sócia Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go UP Entertainment e produtora-executiva do documentário “Dark Horse”.

Atualmente, o parlamentar cumpre compromissos nos Estados Unidos, conforme dados oficiais da Câmara dos Deputados. A assessoria da Casa confirmou que Frias apresentou um pedido formal de viagem para participar de missões oficiais no Bahrein, entre os dias 12 e 18 de maio de 2026, e em Dallas, no Texas, de 19 a 22 de maio. Diante do cenário de viagem, Dino endureceu o tom e deu um prazo de 48 horas para que a mesa diretora da Câmara informe detalhadamente a situação funcional do deputado e o período exato autorizado para sua participação na missão no exterior.

A busca pelo parlamentar tem acumulado desencontros relatados por oficiais de Justiça. Na tentativa mais recente, em 13 de maio, o zelador do prédio funcional de Brasília informou que o deputado não reside no endereço há pelo menos dois anos. Antes disso, outras três tentativas foram registradas entre o final de março e meados de abril; nelas, assessores alegaram que Frias cumpria agenda em São Paulo e o chefe de gabinete do parlamentar se recusou a fornecer o cronograma de compromissos do deputado às autoridades judiciais.

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