Durante um evento em São Bernardo do Campo nesta quinta-feira (19/03), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom combativo ao rebater as tentativas da oposição de ligar o escândalo do Banco Master ao seu governo. Lula afirmou categoricamente que os adversários tentam “empurrar” o caso “nas costas” do Partido dos Trabalhadores, mas assegurou que a responsabilidade pertence à gestão anterior. Segundo o presidente, a instituição financeira é, na verdade, “obra” e o “ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central”.
A declaração ocorreu durante a oficialização da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, momento em que Lula criticou o que chamou de “promiscuidade generalizada” e o apodrecimento dos debates políticos. Ele citou o Banco Master e a “Farra do INSS” como exemplos de irregularidades que o seu governo teria exposto. “Quem descobriu toda a roubalheira na Previdência Social foi o nosso governo, foi a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF)”, destacou o petista, defendendo a atuação dos órgãos de controle.
Lula também aproveitou o palanque para cobrar uma postura mais incisiva de seus aliados no Legislativo, lamentando uma suposta inércia estratégica. “Em vez de a gente estar indo para cima deles, eles estão indo para cima de nós, tá? Então, é importante saber que, quando na política a gente vacila, a gente paga um preço muito alto”, alertou. Para o presidente, a bancada do PT precisa ter “coragem de denunciar” e não pode se calar diante das acusações da oposição sobre o caso Master.
Encerrando sua fala com uma variação de seu conhecido slogan de campanha, o presidente afirmou que o momento exige firmeza para evitar que a imagem do partido seja manchada por crises alheias. “Não tem aquele negócio de Lulinha paz e amor. Também não quero ser o Lulinha paz e ódio. Eu quero ser Lulinha paz e amor, mas com amor mais duro, mais responsável, para não deixar nego colocar uma cagada no nosso pescoço”, disparou, reforçando a intenção de ir para o enfrentamento político direto.
