O governo de Lula estruturou o projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1, adoção do modelo 5×2 e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo os salários. A proposta terá urgência constitucional, o que garante prazo de 45 dias para análise em cada Casa legislativa e possibilita ao presidente vetar trechos aprovados pelo Congresso. Alternativas com jornadas menores, como 36 horas semanais, foram descartadas.
A estratégia do governo é aprovar o texto sem alterações significativas, garantindo que a proposta original seja mantida. A medida tem forte apelo popular e pode influenciar o cenário eleitoral, já que pesquisa Datafolha aponta crescimento no apoio ao fim da escala 6×1, especialmente entre jovens, eleitores de Bolsonaro e evangélicos.
Movimentos sindicais e parlamentares como Rick Azevedo e Erika Hilton ajudaram a impulsionar o debate. A pauta ganhou visibilidade diante de relatos de esgotamento entre trabalhadores com carteira assinada e reforça uma reivindicação histórica de redução da jornada de trabalho no Brasil.
