Lindbergh aciona STF após acusação de uso de drogas no Congresso

Douglas Lima
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Lindbergh Farias - Foto: Dvulgação\Câmara dos Deputados

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), após declaração do parlamentar de oposição que sugeriu que o petista teria “cheirado cocaína” antes de entrar no Congresso Nacional. Gaspar ganhou projeção nacional recentemente ao assumir a relatoria da Comissão parlamentar de inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com informações do portal Metrópoles, na ação, a defesa de Lindbergh aponta a prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria.

Segundo o documento, as declarações teriam sido feitas pelo político em 27 de março de 2026, durante uma coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados. O texto destaca um dos trechos atribuídos à fala: “Deveria estar preso, criminoso. Você atacou a honra de um homem de bem. Deve ter cheirado cocaína. Deve ter vindo a serviço”.

“O querelado imputa um fato definido e desonroso ao querelante, qual seja, o de ter ‘cheirado cocaína’ para adentar ao plenário do congresso”, destacou.

“Não há dúvidas de que a imputação realizada pelo querelado desonra o querelante, deputado federal eleito para representar diversos brasileiros, ao ser falsamente acusado de ter cheirado cocaína durante o expediente de trabalho”, afirmou.

A defesa afirma que as declarações teriam ocorrido após Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke (PSB) apresentarem uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) contra Alfredo Gaspar, na qual o parlamentar é acusado de estupro de vulnerável.

No entendimento da defesa, as falas teriam sido uma tentativa de desviar o foco da denúncia, funcionando como uma espécie de “cortina de fumaça”.

“O querelado buscou ofender o querelante com falas que não guardam pertinência com a grave denúncia de estupro de vulnerável, quiçá como uma cortina de fumaça, ao custo de sua honra”, afirma o texto.

A petição lista ainda outras declarações atribuídas a Gaspar, como chamá-lo de “criminoso”, “usuário de drogas”, “cafetão”, “líder da bandidagem” e “ladrão de dinheiro do povo”. O relator da CPMI do INSS também acionou o STF, no dia 31 de março, contra Lindbergh, após ser acusado dos crimes mencionados na denúncia apresentada à PF.

A queixa-crime do vice-líder do governo na Câmara foi encaminhada ao ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, para análise.

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