O pré-candidato à Presidência e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), apresentou uma proposta polêmica que visa reestruturar a organização federativa do país. Em declarações recentes, o político afirmou que, caso seja eleito, pretende separar a cidade do Rio de Janeiro do restante do Brasil, transformando a capital fluminense em uma unidade autônoma, semelhante ao antigo estado da Guanabara, que existiu entre 1960 e 1975.
O plano de Renan Santos consiste em extinguir o atual modelo do estado do Rio de Janeiro para criar uma espécie de cidade-estado. Segundo o pré-candidato, essa nova configuração administrativa permitiria que o município tivesse controle total sobre seu próprio orçamento e forças de segurança. Ele defende que a separação é uma “boa notícia” para os cariocas, sugerindo que a independência administrativa seria a chave para resolver problemas crônicos da região.
No âmbito da segurança pública, o líder do MBL propõe medidas drásticas para o que chama de “reconquista da cidade”. Ele pretende utilizar as Forças Armadas como instrumentos auxiliares permanentes no combate ao crime organizado e à violência urbana. Para o pré-candidato, o uso do Exército é necessário para estancar as perdas econômicas e sociais que o Rio de Janeiro vem sofrendo ao longo das últimas décadas.
Apesar do tom assertivo das declarações, a implementação de tal medida enfrentaria rigorosos obstáculos jurídicos e burocráticos. De acordo com a Constituição Federal, qualquer alteração territorial dessa magnitude ou o desmembramento de estados exige não apenas a aprovação do Congresso Nacional, mas também a realização de um plebiscito para consulta popular. Assim, a proposta de transformar o Rio em um ente isolado dependeria de um amplo consenso político que hoje não existe.
