“Lição do Irã”: Kim Jong-un reforça defesa de armas nucleares

André Oliveira
1 min de leitura
O líder norte-coreano Kim Jong Un inspecionou o submarino nuclear do país, estimado em 8.700 toneladas, e classificou o plano de desenvolvimento de submarinos nucleares de Seul como "um ato ofensivo" • KCNA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que os recentes conflitos envolvendo o Irã reforçam a necessidade de seu país manter e expandir seu arsenal nuclear. Segundo ele, as ações militares lideradas pelos Estados Unidos demonstram que nações sem armas nucleares ficam mais vulneráveis a intervenções externas, o que, em sua visão, justifica a estratégia de dissuasão adotada por Pyongyang.

A avaliação do regime norte-coreano é de que os ataques ao Irã servem como um alerta geopolítico, evidenciando que apenas a posse de armamento nuclear garantiria a soberania e a segurança nacional. Especialistas apontam que esse tipo de interpretação tende a fortalecer ainda mais a convicção de Kim Jong-un de que o programa nuclear do país é essencial e não negociável, funcionando como um mecanismo de proteção contra possíveis tentativas de mudança de regime.

Diante desse cenário, a Coreia do Norte deve manter ou até acelerar o desenvolvimento de suas capacidades militares, incluindo armas nucleares e mísseis de longo alcance. Analistas avaliam que os desdobramentos no Oriente Médio podem consolidar a posição de Pyongyang de rejeitar qualquer proposta de desnuclearização, ampliando tensões internacionais e dificultando avanços diplomáticos na região asiática.

MARCADO:
Compartilhar este artigo