Juíza manda soltar Monique Medeiros, mãe de Henry Borel; Jairinho segue preso

Nayara Vieira
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Juíza manda soltar Monique Medeiros, mãe de Henry Borel; Jairinho segue preso (Foto: Reprodução)

A juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou nesta segunda-feira (23) a soltura de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. A magistrada concedeu a liberdade provisória à ré sob o argumento de que a manutenção da custódia tornou-se ilegal devido ao “excesso claramente despropositado de prazo” na prisão. No despacho, a juíza enfatizou que, diante do atual cenário processual, o relaxamento da prisão era a medida jurídica necessária para corrigir a desproporcionalidade do tempo em que Monique permanecia encarcerada sem um veredito.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que deveria ter sido iniciado o julgamento de Monique e de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, no II Tribunal do Júri da Capital. No entanto, a sessão foi abruptamente interrompida e remarcada para o dia 22 de junho de 2026, após uma manobra estratégica da defesa do ex-vereador. Os advogados de Jairinho abandonaram o plenário em protesto, forçando a suspensão dos trabalhos e adiando a definição sobre os responsáveis pela morte da criança, ocorrida há cinco anos.

O conflito estabeleceu-se logo na abertura da sessão, quando os defensores de Jairinho solicitaram o adiamento do júri alegando cerceamento de defesa. Segundo os advogados, eles não tiveram acesso à íntegra do conteúdo bruto extraído de um notebook pertencente a Leniel Borel, pai de Henry, afirmando que o material disponibilizado teria passado por uma seleção prévia. Ao ter o pedido de suspensão indeferido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o grupo de cinco advogados optou por deixar o tribunal, inviabilizando a continuidade do rito processual.

Diante da conduta da defesa, que a magistrada classificou como uma interrupção indevida e desrespeitosa aos princípios que norteiam o Tribunal do Júri, não restou alternativa senão o adiamento. Enquanto Jairinho permanece preso, a nova data em junho marca uma nova tentativa de levar o caso a julgamento popular. A soltura de Monique, por sua vez, reflete o entendimento do juízo de que os sucessivos atrasos processuais — agora agravados pela manobra da defesa do corréu — não podem justificar a perpetuação de uma prisão preventiva considerada excessiva.

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