A paranaense Amanda Alves Moreira, de 26 anos, retornou ao Brasil após passar cerca de seis meses presa na França, suspeita de envolvimento com tráfico internacional de drogas. Ela estava detida no Centro Penitenciário de Fleury-Mérogis, nos arredores de Paris, considerado o maior complexo prisional da Europa, e foi liberada após conseguir liberdade condicional. A jovem havia sido condenada a um ano de prisão, mas a defesa recorreu da decisão, o que contribuiu para sua liberação.
No retorno ao país, Amanda foi vista deixando o local em um carro de aplicativo, usando boné e carregando uma mala rosa. Segundo a advogada da família, Cleonice Silva, a jovem ainda se encontra abalada. O caso ganhou repercussão em outubro de 2025, quando ela desapareceu por quase duas semanas em Curitiba, após sair de casa, no bairro Alto Boqueirão, informando que faria uma viagem. Durante esse período, deixou de responder mensagens e ligações, o que gerou preocupação entre familiares.
Dias depois do desaparecimento, imagens mostraram Amanda deixando um hostel em Guarulhos, nas proximidades do Aeroporto Internacional de São Paulo, levantando a suspeita de que teria viajado à Europa a convite de terceiros. A prisão foi confirmada posteriormente pelo Consulado-Geral do Brasil em Paris, logo após o desembarque no país europeu. As autoridades não divulgaram detalhes da investigação, que segue sob sigilo, mas indicaram ligação com tráfico internacional de drogas. Durante o período detida, a jovem chegou a enviar mensagem à família relatando arrependimento e afirmando ter se envolvido em uma “ilusão”, enquanto os familiares dizem ainda tentar entender o que ocorreu desde sua saída do Brasil até a prisão.
