Irmão mais velho doa medula para salvar a vida de caçula com leucemia

Douglas Lima
2 min de leitura
Irmão mais velho doa medula para salvar a vida de caçula com leucemia - Foto: Divulgação

Rafael, de 3 anos, luta contra a leucemia linfoide aguda (LLA) tipo B e precisou de um transplante de medula óssea para seguir no tratamento. Inicialmente, nenhum familiar apresentou compatibilidade, mas uma nova análise trouxe esperança: o irmão mais velho foi identificado como a melhor chance de salvar a vida do caçula.

De acordo com o portal G1, tudo começou em agosto de 2024, quando o menino tinha apenas dois anos. A família, que morava em Vilhena, no extremo sul de Rondônia, foi surpreendida pelo diagnóstico. A partir daí, os pais precisaram transformar completamente a rotina para garantir o tratamento do filho.

Márcio Gabriel, de 16 anos, primogênito do casal, sempre manteve uma relação próxima com os familiares, especialmente com o irmão mais novo. Mesmo tendo passado parte do tratamento à distância, ele seguiu os estudos no ensino médio na cidade, demonstrando maturidade diante da situação. Atualmente, ele vive em Curitiba.

Logo no início do tratamento, exames indicaram o desaparecimento das células cancerígenas. No entanto, após um ano e meio, um exame de rotina revelou o retorno da doença, e a família precisou se mudar, já que não havia mais opções terapêuticas no município. Além disso, nenhum parente havia sido considerado compatível para a doação de medula óssea naquele momento.

Já na capital paranaense, uma nova bateria de exames trouxe uma reviravolta: o irmão mais velho foi apontado como 50% compatível, tornando-se o candidato mais indicado para o transplante, especialmente pela compatibilidade sanguínea.

O transplante foi realizado no dia 9 de março de 2026. Pela manhã, Márcio passou pelo procedimento de coleta da medula óssea e, à tarde, Rafael recebeu a transfusão no mesmo dia. Ambos apresentam boa recuperação, mas seguem em uma fase delicada do pós-transplante, que exige cuidados rigorosos para evitar complicações e garantir a adaptação do organismo. Para a família, este é um período marcado por emoção, expectativa e fé na plena recuperação do garoto.

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