Investigação aponta pagamento de R$ 24 milhões por serviços ilícitos ligados ao Banco Master

André Oliveira
2 min de leitura
Investigação aponta pagamento de R$ 24 milhões por serviços ilícitos ligados ao Banco Master

A investigação da Polícia Federal aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro teria pago pelo menos R$ 24 milhões a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão para a execução de serviços ilícitos ligados aos interesses do grupo econômico do Banco Master. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, os pagamentos teriam sido destinados a atividades como invasão de sistemas de investigação, monitoramento de adversários e ações para retirar conteúdos negativos sobre o banco nas redes sociais.

De acordo com a apuração, planilhas de controle financeiro indicam que o “Sicário” recebia cerca de R$ 1 milhão por mês, valor que, ao longo de 2024 e 2025, teria alcançado pelo menos R$ 24 milhões. O investigado também aparece como responsável por acionar outros integrantes de um grupo chamado “A Turma”, suspeito de atuar na coleta de informações e vigilância de pessoas consideradas adversárias do grupo empresarial.

Mensagens analisadas pela Polícia Federal mostram ainda que Vorcaro teria pedido ao operador que verificasse se havia ordens de prisão internacionais contra ele. Em uma das conversas, o investigado informou que “a Interpol está limpa” e que aguardava informações do Federal Bureau of Investigation, após consulta em sistemas ligados à Interpol. O caso integra um conjunto de investigações que apuram supostas invasões a sistemas policiais e monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas.

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