O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou como “imoral, ilegal e criminosa” a ordem executiva dos Estados Unidos que, segundo o governo cubano, ameaça países e empresas interessadas em fornecer combustível para a ilha caribenha. A declaração foi feita na segunda-feira (18), em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Havana e Washington. De acordo com Díaz-Canel, a medida imposta pelos EUA amplia o cerco econômico sobre Cuba e intensifica as dificuldades enfrentadas pela população cubana diante da crise energética no país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou um bloqueio no fornecimento de petróleo para Cuba, restringindo severamente a chegada de combustível à ilha. A medida provocou um rígido racionamento energético, afetando setores essenciais e agravando a instabilidade econômica cubana. Segundo autoridades cubanas, o governo norte-americano estaria pressionando terceiros países e empresas para impedir negociações comerciais envolvendo petróleo destinado a Havana. Díaz-Canel afirmou que a política representa uma ameaça direta à soberania cubana e acusou Washington de promover uma escalada sem precedentes contra o país.
Nos últimos meses, o governo cubano vem endurecendo o discurso contra os Estados Unidos e buscando apoio internacional diante do aumento das sanções econômicas. Em pronunciamentos recentes, Díaz-Canel afirmou que Cuba “não vai se render” às pressões norte-americanas e pediu mobilização da comunidade internacional contra o que chamou de agressão econômica e política promovida pelos EUA. O cenário elevou ainda mais a tensão entre os dois países e ampliou o temor de uma crise humanitária na ilha, diante da escassez de combustível e do impacto das restrições impostas por Washington.
