Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram a morte de um adulto por hantavírus, doença rara transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados. O caso reforçou o alerta das agências sanitárias norte-americanas após o recente aumento do monitoramento relacionado ao vírus, especialmente depois de ocorrências envolvendo passageiros de um cruzeiro internacional. Segundo especialistas, a infecção pode evoluir rapidamente para a chamada síndrome pulmonar por hantavírus, condição grave que compromete os pulmões e pode levar à insuficiência respiratória em poucos dias.
De acordo com os órgãos de saúde dos EUA, os sintomas iniciais costumam se parecer com os de uma gripe comum, incluindo febre, fadiga, dores musculares e calafrios. Entretanto, em estágios mais avançados, pacientes podem apresentar tosse intensa, dificuldade respiratória e acúmulo de líquido nos pulmões. O CDC destaca que o diagnóstico precoce é considerado difícil nas primeiras 72 horas da infecção, fator que aumenta a preocupação das autoridades médicas devido à rápida progressão da doença. Dados oficiais apontam que a taxa de letalidade da síndrome pulmonar por hantavírus pode chegar a cerca de 40% em determinados casos.
Ainda segundo especialistas, não existe um tratamento antiviral específico contra o hantavírus, fazendo com que o atendimento médico seja baseado principalmente em suporte respiratório, hidratação e monitoramento intensivo. As autoridades reforçaram recomendações de prevenção, orientando a população a evitar contato com ambientes infestados por roedores, além de não varrer locais com fezes secas de ratos para impedir a dispersão de partículas contaminadas no ar. A Organização Mundial da Saúde afirmou que acompanha os casos, mas informou que, até o momento, não há indícios de um surto de maiores proporções ou risco de pandemia global.
