A memória do cãozinho comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, agora é lei. Orelha, que conquistou o coração dos moradores antes de ser brutalmente agredido em janeiro, empresta seu nome a um novo decreto que promete mudar a realidade da proteção animal no Brasil.
A nova legislação enterra os valores antigos — que antes não passavam de R$ 3 mil — e impõe punições que doem no bolso do infrator tanto quanto a agressão dói no animal. Agora, quem maltrata pode enfrentar multas de até R$ 50 mil, ou até R$ 1 milhão se houver requintes de crueldade ou uso de menores na prática do crime.
O decreto surge em um momento crítico. Os tribunais brasileiros viram o volume de casos explodir, atingindo quase 5 mil processos abertos apenas em 2025. O “Cão Orelha” não é apenas um papel assinado; é um basta à impunidade e um reconhecimento de que a vida animal exige respeito e proteção máxima perante o Estado.
