O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, ordenou nesta quinta-feira (9) que as forças de segurança retirem da capital, Beirute, todas as armas pertencentes a grupos armados, em uma medida que tem como principal alvo o Hezbollah, organização apoiada pelo Irã. A decisão foi divulgada pela presidência libanesa em uma publicação na rede social X e ocorre em meio à escalada de violência no país, especialmente após ataques recentes que intensificaram o conflito na região.
A medida foi anunciada um dia depois de Israel realizar o ataque mais mortal contra Beirute em décadas, deixando centenas de mortos, incluindo mulheres e crianças, após bombardeios que atingiram áreas densamente povoadas sem aviso prévio. Segundo o Exército israelense, a ofensiva fez parte da maior onda de ataques no Líbano desde o início da campanha militar, com mais de 100 alvos atingidos em apenas 10 minutos, muitos deles associados ao Hezbollah.
O governo libanês já havia proibido anteriormente atividades armadas do grupo, mas a atuação militar do Hezbollah continua ativa, com confrontos intensos contra Israel há mais de um mês, incluindo troca de disparos e uma ofensiva terrestre no sul do país. As declarações de Salam indicam uma tentativa de intensificar os esforços para desmantelar a ala militar da organização e evitar que Beirute continue exposta aos ataques, enquanto autoridades locais acusam o grupo de arrastar o país para um conflito mais amplo envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
