Gangues ampliam domínio no Haiti apesar de operações agressivas, diz ONU

André Oliveira
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Forças de segurança haitianas patrulham gabinete do primeiro-ministro e a sede do Conselho Presidencial de Transição (CPT) em Porto Príncipe.

Um relatório da Organização das Nações Unidas aponta que gangues criminosas seguem ampliando seu controle territorial no Haiti, mesmo diante do aumento das ações de segurança. Segundo o documento, um em cada quatro haitianos vive atualmente em áreas dominadas por esses grupos armados, que continuam a expandir sua influência pelo país caribenho.

Entre janeiro de 2025 e março de 2026, a violência resultou em pelo menos 5.519 mortos e 2.608 feridos, período em que o governo haitiano, com apoio da empresa militar privada Vectus Global, intensificou operações contra as gangues, incluindo o uso de drones. Ainda assim, mais de 60% das vítimas foram registradas durante essas ações de segurança, enquanto 27% foram atribuídas diretamente às gangues, além de ocorrências envolvendo grupos de autodefesa, polícia e autoridades locais.

O relatório também destaca o impacto sobre civis, incluindo a morte de 51 crianças e ferimentos em outras 38 durante operações, muitas vezes atingidas por balas perdidas ou explosões. A ONU afirma que não houve investigações sobre a legalidade dessas ações nem mecanismos de responsabilização para as vítimas, além de apontar que cerca de 90% dos assassinatos cometidos por gangues envolvem armas traficadas ilegalmente de países vizinhos.

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