Fundo ligado ao PCC repassou R$ 180 milhões a empresa que pagava Sicário

Nayara Vieira
2 min de leitura
Daniel Vorcaro do Banco Master (Foto: Divulgação)

A empresa também é peça-chave em outra frente investigativa no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro André Mendonça, a Super era utilizada para realizar pagamentos a um grupo de milicianos conhecido como “A Turma”, supostamente contratado por Vorcaro para intimidar desafetos. As práticas desse grupo incluíam monitoramento de pessoas, ameaças e o acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos para obter informações privilegiadas.

As apurações apontam que Fabiano Zettel e a empresária Ana Claudia Queiroz de Paiva atuavam como operadores dos pagamentos direcionados a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, apontado como líder de “A Turma”. Além do fluxo financeiro para a milícia, a Super Empreendimentos possuía ligações estreitas com o entorno familiar de Vorcaro, chegando a ser proprietária de um imóvel de alto padrão em Brasília utilizado habitualmente pelo ex-banqueiro.

Até o momento, as defesas de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel não se manifestaram sobre os novos dados da investigação, mantendo-se o espaço aberto para futuros esclarecimentos. O caso segue sob análise das autoridades, que buscam cruzar os dados do fundo ligado à facção criminosa com os pagamentos realizados pela empresa do grupo para determinar a extensão da rede de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes.

MARCADO:
Compartilhar este artigo