“Fofocalizando” chega a 1 década e entra pra história das tardes da TV

Bruno Dames
5 min de leitura

Neste sábado (1), o “Fofocalizando” comemorou 10 anos no ar. Um feito histórico. A TV tem raríssimos casos de programas vespertinos que ultrapassam essa marca. Entre os que estão no ar e estavam recentemente, apenas o “A Tarde É Sua” e o “Casos de Família” conseguiram tamanho feito. São incontáveis as tentativas falhas de emplacar programas nessa faixa. Muito pela competitividade forte com novelas na Globo e o sucesso dos policialescos.

Entretanto, em 2016, Silvio Santos ousou e criou o “Fofocando”, trazendo dois nomes que marcaram o seguimento na TV: Mamma Bruschetta e Leão Lobo. O início foi fraco. Enfrentaram o “A Hora da Venenosa” e o formato não encaixou. O rumo começou a mudar quando um nome surgiu: Mara Maravilha. Polêmica, incontestavelmente deu vida à atração com brigas e discussões.

Pouco tempo depois, o maior nome da história do programa chega e um novo gás é dado. Leo Dias traz as exclusivas, que viraram outro carro-chefe, e um jeito abusado, provocador, venenoso e carismático. Leo criou uma conexão rara com a dona de casa. Passa mais um tempo e chega outro importantíssimo nome: Lívia Andrade. A dobradinha “insuportável” com Mara Maravilha passou a ser o maior chamariz. O programa que dava notícias passava a ser a notícia. Uma repercussão poucas vezes vista na tarde diária da TV. Tempos depois, Lívia cresceu tanto ali que se tornou a apresentadora principal. Jovem, mas que conversava bem com os idosos. Um dos maiores acertos. A dupla dela com Leo conquistou.

Entre as chegadas de Décio Piccinini e Gabriel Cartolano (que chegou a ser o Homem do Saco) e saídas de outros, chega também Chris Flores. A “paz” que faltava no “Fofocalizando”. Ela claramente não combinava com o perfil de Mara e Lívia, mas passou a ser a sensatez, a leveza e o afeto que não existia ali. Virou a mãe.

Em 2020, em plena pandemia, tudo muda. Vem o “Triturando” e 1 única edição do “Notícias Impressionantes”, ambos comandados por Chris, que muda o tom do programa. A briga deixou de existir, mas a opinião jamais. Entre os assuntos inacreditáveis pedidos por Silvio, ainda havia espaço pra jornalismo, onde Chris Flores realmente brilhava. Cartolano passa a ganhar mais destaque e Flor e Ana Paula Renault chegam. Time completamente mudado, mas também com ritmo, química e entrosamento. A sensação do público de fazer parte daquele sofá seguia em todas as fases.

Com a saída de Ana, chegam Gaby Cabrini e Isabele Benito. A primeira, chegou como quem nada queria, mas virou outro nome crucial pro programa. Na ausência de Leo, levou coberturas exclusivas pro programa e cresceu absurdamente ali. A segunda, era a voz forte que faltava. Benito ainda merece espaço nacionalmente.

Com mudanças no formato, a audiência encalhou e o fim tava confirmado. Até que Silvio Santos decide que o “filho” dele seguiria no ar e ele ganha um novo fôlego: a irreverente Cariúcha. Ninguém esperava o sucesso dela ali, mas ao lado de Leo, Gaby e Cartolano, foi formado o melhor time da atração. Do fim ao auge. Depois de 8 anos, a fase de maior sintonia e sucesso aconteceu.

As saídas de Leo e Cariúcha foram sentidas, mas revelaram e moldaram dois dos maiores nomes da TV do futuro: Gaby e Cartolano. A dupla querida do sofá. Gabriel, parte do time desde a primeira edição, é muito responsável por esse feito de 10 anos. Matheus Baldi, Thayse e Carol Lekker completam o elenco atual e marcam pelo debate. As divergências de opiniões ainda dão gás.

Boa parte da década, foi dirigida por Márcio Esquilo, que ama e batalha pela audiência. A TV carece de quem gosta de dar números como Esquilo.

Em resumo, o “Fofocalizando” é o errado que deu certo, a companhia diária pra milhões, o sofá que acolhe, diverte e debate. 10 anos de tardes quentes e vivas. A marca popularmente mais associada ao noticiário de celebridades. A história da TV passa por esse palco.

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