O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou neste domingo (6) que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia vote a favor da abertura de uma investigação formal contra o colega Alexandre de Moraes, caso o pedido seja levado ao plenário da Corte.
“Carmen Lúcia, o Brasil está aguardando para ver como vai ser o seu voto na semana que vem, se a senhora vai autorizar que o Alexandre de Moraes seja formalmente investigado, ou se a senhora vai passar a mão na cabeça dele”, destacou durante uma transmissão ao vivo com apoiadores nas redes sociais. O voto dela é determinante porque o placar no plenário do STF está dividido.
“Com tudo isso que já veio à tona, vai ficar muito ruim para sua história, para sua biografia”, frisou. Na sequência, Flávio ainda questiona se a magistrada será “contra a impunidade” ou vai proteger seu “coleguinha de plenário”.
“Eu queria ver aquela Cármen Lúcia de dez anos atrás, que era contra a censura. […] Como é que ela, que sempre se disse uma defensora da democracia, da liberdade, que sempre foi contra a impunidade, como é que ela vai se colocar agora? se ela vai proteger o Brasil, a democracia e o próprio Supremo Tribunal Federal, ou se a Cármen Lúcia vai proteger o Alexandre de Moraes, porque é seu coleguinha de plenário e acha que ele também tem que estar acima da lei”, frisou.
O ministro André Mendonça liberou neste domingo para julgamento no plenário da Corte o caso que envolve Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nos diálogos, Vorcaro questionou o ministro sobre o andamento das investigações da Polícia Federal e chegou a perguntar se deveria deixar o país 2 dias antes de ser preso, em novembro de 2025
Agora, a definição da data cabe ao presidente do STF, Edson Fachin. Ainda não há previsão para a sessão. Os magistrados deverão decidir se há elementos para autorizar a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
Apesar da decisão de Mendonça de liberar o caso para julgamento, a expectativa é que Fachin aguarde o fim do prazo de cinco dias concedido às partes para que se manifestem antes de levar o processo à análise.
