Flávio Bolsonaro afirma que o pai não tomou apenas vacina da Covid-19

Patricia Calderon
4 min de leitura
Flávio e Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/Facebook

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (4) que, caso seja eleito, pretende assegurar o acesso da população a vacinas em eventuais emergências sanitárias. A declaração ocorreu durante uma sabatina com candidatos ao Palácio do Planalto, na qual o parlamentar foi questionado sobre as medidas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19.

Ao responder sobre a disponibilidade de imunizantes, Flávio afirmou que o fornecimento seria mantido independentemente da situação epidemiológica. “O que posso garantir a todos os brasileiros é que não vai faltar vacina para ninguém, não apenas em relação a uma pandemia, como foi no passado. Garantir vacina para todos é uma forma de prevenção.” O candidato também afirmou que pretende priorizar a saúde em seu eventual governo e citou o uso de tecnologia e inteligência artificial como ferramentas para aproximar os sistemas público e privado.

Durante a sabatina, o senador voltou a sustentar que Jair Bolsonaro teria cumprido sua responsabilidade na pandemia ao disponibilizar vacinas para aqueles que quisessem receber os imunizantes.

Flávio afirmou ainda que o ex-presidente recebeu as vacinas previstas em seu calendário de imunização, com exceção das doses contra a covid-19. O senador disse que foi vacinado, assim como suas filhas e outros familiares.

“O presidente Bolsonaro tomou todas as vacinas, exceto a da covid. Eu tomei essa vacina, tomei todas as vacinas, minhas filhas são vacinadas e minha família é toda vacinada.”

Segundo o candidato, durante o período mais crítico da pandemia, ele aconselhou o pai a manter sua posição, assegurar vacinas aos brasileiros que optassem pela imunização e “deixar a história mostrar quem tinha razão”.

A resposta das autoridades à pandemia também voltou ao debate político nos Estados Unidos após uma audiência do imunologista Anthony Fauci na Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado.

Fauci comandou o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e atuou como um dos principais assessores do governo americano durante a crise sanitária.

O médico foi chamado para prestar esclarecimentos por parlamentares republicanos. Entre os temas abordados estavam o financiamento de pesquisas relacionadas ao coronavírus, a colaboração científica entre instituições americanas e laboratórios chineses, a possibilidade de o vírus ter escapado de um laboratório em Wuhan e as orientações adotadas pelas autoridades sanitárias.

Durante o depoimento, Fauci recorreu à Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos em diferentes momentos e deixou de responder a algumas perguntas, alegando o direito constitucional de não produzir provas contra si.

A audiência integra uma série de apurações promovidas pela maioria republicana no Senado. Os parlamentares buscam reexaminar decisões tomadas pelas autoridades de saúde e compreender como diferentes medidas foram adotadas durante a emergência provocada pela covid-19.

Fauci rejeita as acusações de irregularidades e afirma que os questionamentos contra sua atuação têm caráter político.

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