A família da PM Gisele Alves Santana, assassinada em São Paulo em 18 de fevereiro, criou um abaixo-assinado solicitando a perda da patente do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.
O oficial é acusado de ter matado a esposa com um tiro na cabeça. Ele está preso por feminicídio e de fraude processual, por supostamente adulterar a cena do crime. Embora esteja preso, ele continua recebendo um salário superior a R$ 30 mil.
“Quanto mais assinaturas nós conseguirmos, melhor”, afirmaram os pais da vítima em vídeo publicado nas redes sociais com as hashtags “JustiçaPorGisele” e “ExoneraçãoJá”.
Após a morte de Gisele, Geraldo evitou contato com a família da vítima. O delegado responsável pelo caso chegou a questionar se ele teria desejado ver o corpo da companheiro depois da confirmação do falecimento.
“Não [quis ver], porque até a orientação das psicólogas e do meu comandante era de que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas. E temíamos a atitude do pai e da mãe dela em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente. Que, na cabeças deles, eu que teria matado a filha deles”, respondeu.
