Execução de francês na China reacende debate sobre pena de morte no mundo

André Oliveira
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Bandeira da China. —

A China executou um cidadão francês condenado por tráfico de drogas, em um caso que gerou tensão diplomática com a França. A execução ocorreu no último sábado (4), na cidade de Guangzhou, no sul do país, e foi confirmada pelo governo francês. O homem, identificado como Chan Thao Phoumy, de 62 anos, havia sido condenado por envolvimento na fabricação, transporte e contrabando de metanfetamina, após um longo processo judicial que se estendeu por anos.

Segundo as informações, Phoumy chegou a ser inicialmente sentenciado à prisão perpétua em 2005, mas teve a pena convertida para morte após um novo julgamento baseado em “novas evidências”. Ele permaneceu preso por mais de duas décadas, período em que o caso foi acompanhado de perto pelas autoridades francesas, que tentaram reverter a sentença. O Ministério das Relações Exteriores da França solicitou clemência por razões humanitárias, mas o pedido foi negado pelas autoridades chinesas.

O governo francês criticou o desfecho e afirmou que houve violação de direitos, alegando que a defesa do réu não pôde acompanhar a audiência final. Em nota, a França reiterou sua oposição à pena de morte em qualquer circunstância e defendeu sua abolição em nível global. O caso evidencia o rigor das leis chinesas contra o tráfico de drogas, que preveem punições severas, inclusive para estrangeiros, sem exceções.

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