A Polícia Civil, por meio da DIG de São Sebastião, esclareceu o desaparecimento de uma idosa, Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, no bairro Ubatumirim, em Ubatuba, e prendeu a suspeita do crime na última sexta-feira (10), durante a operação Último Rastro. Após diligências, a equipe da unidade cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão contra a indiciada. Durante as buscas foram localizados os veículos usados no crime e a arma utilizada no assassinato. A suspeita permanece à disposição da Justiça, e as investigações prosseguem para localizar o corpo da vítima e esclarecer integralmente os fatos.
A investigação sobre o desaparecimento da cozinheira teve um avanço crucial com a perícia na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, principal suspeita e atualmente presa temporariamente. Utilizando luminol, os peritos encontraram vestígios de sangue no veículo, além de marcas que sugerem disparos de arma de fogo. O material biológico coletado agora passará por exames de DNA para confirmar se pertence à vítima. Além disso, os policiais localizaram o celular de Eliane em um terreno baldio vizinho à sua residência; o aparelho foi descartado no momento da prisão e estava completamente resetado, mas a perícia trabalha para recuperar os dados apagados.
Paralelamente às análises técnicas, a Polícia Civil intensificou as buscas por uma testemunha-chave que teria presenciado uma agressão contra Berenice pouco antes do sumiço. A principal linha investigativa aponta que a cozinheira foi acusada, sem provas, de furtar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava e, por isso, acabou agredida por Eliane. Segundo as investigações, essa testemunha ainda não localizada tentou intervir para cessar a violência, mas recuou diante da gravidade das agressões. Tais detalhes e dinâmicas ainda dependem de confirmação oficial por meio de depoimentos e dos laudos periciais em andamento.
A apuração policial indica que, após ser severamente agredida, Berenice ficou desacordada e em estado grave. Na sequência, Eliane teria ordenado a um homem conhecido como “Ney”, apontado como seu sobrinho, que colocasse a cozinheira na caminhonete sob o pretexto de levá-la a um hospital. Contudo, os investigadores apontam que o veículo foi interceptado no trajeto por dois homens desconhecidos, que transferiram a vítima para um carro vermelho. A caminhonete então retornou ao estabelecimento comercial em uma tentativa de mascarar o crime e simular normalidade.
A Polícia Civil ressalta que toda essa dinâmica descrita faz parte da linha de investigação e o desfecho do inquérito dependerá da reunião de provas robustas. O confronto das versões com os resultados dos exames de DNA, a recuperação dos dados do celular e o eventual depoimento da testemunha procurada serão determinantes para confirmar ou descartar as hipóteses. Até o momento, o paradeiro de Berenice permanece desconhecido, e as autoridades continuam trabalhando para esclarecer a motivação e a autoria definitiva do crime.
