O ex-diretor do FBI, Robert Mueller, morreu neste sábado (21), aos 81 anos, figura central na política dos Estados Unidos nas últimas décadas. Conhecido por liderar a investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, Mueller também teve uma longa carreira no serviço público, incluindo 12 anos à frente da principal agência de investigação americana.
À frente do inquérito conduzido entre 2017 e 2019, Mueller documentou uma ampla campanha russa baseada em ataques cibernéticos e ações de desinformação com o objetivo de influenciar o pleito e prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton, beneficiando Donald Trump. O relatório final resultou em dezenas de acusações contra aliados de Trump e agentes russos, mas não levou à acusação criminal do então presidente, o que gerou forte repercussão política nos Estados Unidos.
A morte de Mueller provocou reações imediatas, incluindo uma declaração polêmica de Donald Trump, que afirmou estar “contente” com o falecimento do ex-diretor do FBI. A manifestação reforça a relação conturbada entre os dois, marcada por críticas constantes de Trump à investigação, que ele classificava como perseguição política.
