O Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e outras três pessoas por suspeita de obstrução de Justiça, em um caso ligado às investigações sobre a gestão de recursos do fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, o grupo teria atuado de forma coordenada para dificultar o trabalho da Polícia Federal, especialmente durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, Deivis teria ordenado o desligamento das câmeras de segurança do prédio onde morava para possibilitar a retirada de malas, caixas e documentos antes da chegada dos agentes. Quando a Polícia Federal entrou no imóvel, não encontrou materiais relacionados ao Rioprevidência. O MPF aponta ainda que imagens de segurança foram apagadas e que houve movimentação intensa no local, com o objetivo de ocultar provas e atrasar a ação policial.
Além do ex-presidente, também foram denunciados o responsável pela empresa de segurança do prédio, acusado de apagar gravações, um motorista que teria transportado bens — incluindo um veículo de luxo para outro estado — e um empresário. Para os investigadores, as ações foram planejadas e tiveram como finalidade “driblar” a atuação da Polícia Federal. O caso está inserido em uma apuração mais ampla sobre investimentos de cerca de R$ 970 milhões feitos pelo Rioprevidência no Banco Master, sob suspeita de irregularidades.
