As importações de armas pelos países europeus mais que triplicaram nos últimos anos, fazendo do continente o principal destino global de armamentos. O crescimento ocorre em meio ao aumento das tensões com a Rússia e ao reforço das estratégias de defesa dos países europeus após a invasão da Ucrânia em 2022. Dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) indicam que o volume de transferências de armas para a Europa cresceu 210% entre os períodos de 2016–2020 e 2021–2025.
Com esse avanço, a Europa passou a concentrar cerca de 33% de todas as importações globais de armamentos, superando outras regiões do mundo e assumindo a liderança nesse mercado. Grande parte desse aumento está ligada ao fortalecimento militar de países que fazem parte da OTAN e ao envio de equipamentos para apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia.
Outro fator relevante é a dependência de armamentos produzidos nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, quase metade das armas compradas por países europeus veio do país norte-americano, que continua sendo o maior exportador de equipamentos militares do mundo. O cenário reflete o aumento das preocupações com segurança no continente e indica que os investimentos em defesa devem continuar crescendo nos próximos anos.
