O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou neste sábado (4) que a sobrinha e a sobrinha-neta de Qasem Soleimani, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã morto em 2020, correm risco de serem deportadas do país. Segundo o governo americano, as duas viviam em Los Angeles e podem ser removidas após medidas adotadas pelas autoridades.
De acordo com comunicado oficial, Hamideh Soleimani Afshar teria promovido propaganda do regime iraniano enquanto residia nos EUA, além de celebrar ataques contra militares americanos no Oriente Médio, elogiar o novo líder supremo do Irã e manifestar apoio à Guarda Revolucionária Islâmica, classificada como organização terrorista. O Departamento de Estado também afirmou que ela chegou a chamar os Estados Unidos de “Grande Satã” e expressou apoio contínuo ao regime iraniano.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio declarou que Afshar e sua filha possuíam green cards, já revogados pelo governo. Ele afirmou que a administração não permitirá que o país sirva de abrigo para estrangeiros que apoiem regimes considerados terroristas e antiamericanos, reforçando a justificativa para a possível deportação das duas.
