EUA e Irã elevam tensão e discutem possibilidade de guerra terrestre

André Oliveira
2 min de leitura
Equipes de emergência atuam em área residencial após ataque em Teerã, no Irã

No 30º dia do conflito no Oriente Médio, autoridades do Irã e dos Estados Unidos intensificaram o tom sobre a possibilidade de uma guerra terrestre, em meio a discursos contraditórios entre confronto e negociação. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças do país estão “aguardando” uma eventual entrada de tropas americanas, acusando Washington de planejar secretamente uma invasão por terra enquanto, publicamente, fala em diálogo. Segundo ele, os EUA tentariam obter nas negociações aquilo que não conseguiram alcançar militarmente.

O governo iraniano também declarou estar preparado para reagir caso uma ofensiva terrestre seja iniciada, reforçando que não aceitará exigências de rendição por parte dos norte-americanos. Ghalibaf afirmou que, diante de qualquer tentativa de invasão, a resposta será firme, destacando que o país não aceitará o que classificou como “humilhação”. As declarações ocorrem em um contexto de desconfiança crescente, com Teerã acusando os Estados Unidos de manter uma estratégia dupla: negociar ao mesmo tempo em que articula ações militares.

Do lado americano, a sinalização pública tem sido de abertura para negociações, apesar das acusações iranianas sobre planos militares em andamento. O cenário revela uma escalada de tensões, em que discursos diplomáticos convivem com preparativos e suspeitas de uma possível ampliação do conflito para operações terrestres, aumentando a incerteza sobre os próximos passos da guerra e seus impactos na região.

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