Um relatório produzido pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acusando-o de adotar medidas de censura para silenciar opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, divulgado na última quarta-feira (1/4) por congressistas do Partido Republicano, afirma que as ordens judiciais de Moraes têm como alvo figuras políticas da direita tanto no Brasil quanto no exterior.
O texto destaca especificamente o período entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, quando diversas ordens foram emitidas contra Eduardo Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro vive atualmente nos Estados Unidos e tem sido uma voz ativa na defesa de sanções americanas contra o ministro. O comitê americano pontua que Eduardo é considerado um nome central da oposição para a disputa presidencial e menciona que ele foi recentemente intimado por Moraes a explicar um vídeo gravado para seu pai, que cumpre prisão domiciliar e está proibido de acessar redes sociais.
A publicação do relatório tem como objetivo principal embasar debates no Congresso dos Estados Unidos, servindo de guia para possíveis medidas legislativas ou diplomáticas. O foco dos parlamentares americanos está na proteção da liberdade de expressão e na análise de como governos estrangeiros lidam com a regulação de plataformas digitais, sinalizando que a atuação do Judiciário brasileiro permanece sob vigilância da política externa norte-americana.
