Endividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico, diz CNC

Bruno Dames
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O nível de endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,2% em fevereiro, segundo levantamento da CNC, o maior patamar desde o início da série histórica. Houve aumento em relação a janeiro (79,5%) e a fevereiro de 2025 (76,4%). O indicador inclui cartões de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e financiamentos de bens. A parcela de famílias sem dívidas caiu para 19,7%.

O estudo aponta também que a inadimplência voltou a crescer, alcançando 29,6% das famílias, quase três em cada dez lares. Apesar disso, a proporção de famílias que dizem não ter condições de quitar dívidas vencidas teve leve queda, para 12,6%. O endividamento aumentou em todas as faixas de renda, sendo mais intenso entre famílias de renda baixa e média, mas também afetando domicílios com renda acima de dez salários mínimos.

A pesquisa indica que, em média, os brasileiros comprometem 29,7% da renda mensal com dívidas, valor similar ao registrado um ano antes. Economistas destacam que o uso frequente de cartões, o crédito caro e a manutenção do consumo em meio ao aumento do custo de vida pressionam as famílias, elevando o risco de atrasos e dificultando renegociações.

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