Em protesto, família pede justiça pela morte de jovem agredido por Pedro Turra

Nayara Vieira
2 min de leitura
Pedro Turra e Rodrigo Castanheira (Foto: Reprodução/redes sociais)

Na manhã deste domingo (29), cerca de 50 pessoas, entre amigos e familiares, reuniram-se na Torre de TV, em Brasília, para um ato em memória de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Vestidos com camisetas brancas e carregando cartazes, os manifestantes seguiram em passeata até a sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O objetivo central da mobilização, segundo o advogado da família, Albert Halex, é exigir uma investigação minuciosa sobre todos os ocupantes do veículo em que estava o ex-piloto Pedro Turra no dia da agressão, ocorrida em 22 de janeiro.

Durante o protesto, a dor da perda foi acompanhada por pedidos de justiça e rigor legal. O pai da vítima, Ricardo Castanheira, utilizou um trio elétrico para cobrar a responsabilidade de todos os envolvidos no crime, conforme prevê a legislação. Paralelamente, o tio do jovem, Flavio Henrique Fleury, destacou a importância do avanço do Projeto de Lei Rodrigo Castanheira (PL 555/2026). Apresentada pela senadora Damares Alves, a proposta busca endurecer as penas para crimes de homicídio e lesão corporal praticados contra crianças e adolescentes.

No campo jurídico, o principal suspeito, Pedro Turra, permanece detido após ter seu sétimo pedido de habeas corpus negado na última sexta-feira (27). A decisão do ministro Messod Azulay, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reforçou a necessidade da manutenção da prisão preventiva. O magistrado fundamentou a negativa no fato de o ex-piloto ter mantido contato com testemunhas para combinar versões, o que comprometeria a integridade das investigações e a busca pela verdade real sobre a morte do adolescente.

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