Em depoimento, síndico chora e diz que tiro que matou corretora foi acidental

Douglas Lima
3 min de leitura
Em depoimento, síndico chora e diz que tiro que matou corretora foi acidental - Reprodução: RecordTV

O síndico Cleber Rosa de Oliveira chorou em depoimento e afirmou que o tiro que matou a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi acidental. O crime ocorreu no subsolo do prédio onde os dois moravam, em Caldas Novas, no sul de Goiás, após uma discussão por causa da falta de energia no apartamento da vítima.

O administrador relatou que os dois entraram em luta corporal após ele tentar pegar o celular da vítima, que registrava a situação em vídeo. “Aí eu fui para pegar arma e ela foi também. Ficou as quatro mãos agarradas nessa arma, a arma virava para um lado e para o outro, aquela loucura. Até que eu não entendi como que foi, se foi a minha mão ou a dela [que disparou]”, lembrou ele em declarações exibidas em primeira mão pela Record TV.

No dia do crime, ele disse ter sido surpreendido ao encontrar a corretora no subsolo do prédio. “Ela vindo com o telefone em minha direção e filmando. Querendo chegar com o telefone bem próximo de mim. Eu naquela situação de pressão, a única coisa que me veio a cabeça foi ‘mais um problema'”, afirmou.

Após o crime, o síndico admitiu ter colocado o corpo dela no carro e abandonado os restos mortais em uma área de mata fechada. Ele também relatou que jogou a arma pela janela do veículo. “Depois voltei para o carro e fui para a cidade”, declarou. Os restos mortais da vítima foram localizados mais de 40 dias após o desaparecimento, já em estado avançado de decomposição.

Apesar da justificativa, a investigação aponta que o crime foi premeditado. Câmeras mostram Cleber Rosa usando luvas enquanto esperava Daiane na garagem após o mesmo ter desligado propositalmente o disjuntor da residência dela. A perícia constatou que ela foi atingida por dois tiros na cabeça, derrubando a tese de acidente. Cleber Rosa de Oliveira está preso desde 28 de janeiro de 2026, acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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