A Corregedoria Nacional de Justiça abriu, nesta quinta-feira (19/3), um pedido de providências para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Cogan no caso da morte da soldado Gisele Alves Santana, em São Paulo. O magistrado foi até o apartamento onde a vítima foi baleada após ser acionado pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito do crime.
De acordo com informações, o coronel tentou contato com o desembargador ao menos três vezes antes da chegada ao local, na manhã do dia 18 de fevereiro. A proximidade entre os dois e a ida do magistrado ao apartamento levantaram questionamentos sobre possível violação de normas da magistratura.
A apuração foi solicitada pela deputada Sâmia Bonfim, que argumenta que a conduta pode ferir o código de ética, ao comprometer a imparcialidade exigida da função. Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que não comenta casos que tramitam ou possam vir a tramitar em outros órgãos.
