Delegado conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

Douglas Lima
2 min de leitura
Jair Messias Bolsonaro e Sergio Moro - Divulgação


A atual gestão da Polícia Federal (Polícia Federal) revisou o inquérito que havia apurado supostas interferências do então presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) na corporação e, pela segunda vez, concluiu que não há provas de crimes relacionados ao caso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, havia determinado a reabertura do caso, originalmente instaurado após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Na época, Moro afirmou ter sofrido pressão do então presidente para promover mudanças em cargos de comando na corporação.

A Polícia, durante o governo Bolsonaro, concluiu que não houve interferência indevida na corporação. Na mesma linha, o então procurador-geral da República, Augusto Aras, chegou a solicitar o arquivamento da investigação.

Agora, sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a PF revisou as provas reunidas no inquérito e manteve a conclusão de que não há elementos suficientes para embasar uma imputação penal no caso.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

O delegado mencionou, por exemplo, que a Polícia Federal solicitou para Moraes o compartilhamento de provas do inquérito das fake news que indicassem possível interferência indevida. No entanto, segundo ele, o magistrado respondeu que não havia elementos nesse inquérito que confirmassem tais indícios.

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