O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está considerando retirar o país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em meio ao agravamento das tensões com aliados europeus. A declaração foi dada em entrevista a um jornal britânico e repercutida internacionalmente, evidenciando uma possível mudança drástica na política externa americana. Segundo Trump, a permanência dos EUA na aliança estaria “além de reconsideração”, reforçando críticas antigas à eficácia e ao papel estratégico da Otan.
A fala do presidente ocorre após a recusa de diversos países aliados em apoiar ações militares lideradas pelos Estados Unidos no conflito com o Irã, especialmente no controle do Estreito de Ormuz. Trump criticou duramente a postura das nações europeias, argumentando que os EUA arcam com grande parte dos custos da aliança sem receber apoio proporcional. Ele chegou a classificar a Otan como um “tigre de papel”, sugerindo fragilidade e falta de comprometimento entre os membros, além de afirmar que não vê mais necessidade de depender da organização para ações militares.
A possível saída dos Estados Unidos da Otan levanta preocupações globais, já que a aliança militar, criada em 1949, é um dos principais pilares de segurança coletiva do Ocidente. Especialistas apontam que uma decisão desse porte poderia enfraquecer significativamente a cooperação militar entre os países membros e alterar o equilíbrio geopolítico internacional. Apesar das declarações, a retirada formal dos EUA dependeria de aprovação do Congresso americano, o que pode representar um obstáculo político significativo para a concretização da medida.
