O presidente do partido Democracia Cristã (DC), o ex-deputado João Caldas, confirmou que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se tornou o pré-candidato da legenda à Presidência da República, no lugar do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo.
“A mudança já foi feita pelo povo”, disse Caldas ao jornal Estadão. Ele também afirmou que Aldo não aparece com desempenho relevante nas pesquisas e declarou que, embora mantenha respeito pelo ex-ministro, sua candidatura à Presidência não é considerada viável no cenário atual.
Segundo ele, o acordo com Aldo Rebelo era de que ele trabalharia por três meses para ver se a candidatura teria viabilidade. “Se não se viabilizar, está fora. Isso foi tudo preestabelecido”, afirmou.
Nesse período, no entanto, Joaquim Barbosa se filiou ao DC e mudou os rumos do partido. “No meio do caminho apareceu uma pérola, um diamante chamado Joaquim Barbosa”, frisou, reforçando como um nome forte da legenda para a disputa.
O Democracia Cristã avalia que Barbosa “equilibra as instituições e transmite esperança ao país”. Em nota oficial, o partido declarou que a trajetória do ex-ministro responde ao desejo de mudança da sociedade. “Ele é um brasileiro que representa a todos nós. Estou muito empolgado com essa candidatura”, destacou.
A legenda também defendeu a necessidade de união nacional, afirmando que Joaquim Barbosa representa a chance de reconstruir a confiança dos brasileiros nas instituições e no processo de reconstrução do país. “O Brasil está acima de projetos pessoais”. A troca de candidatos gerou atrito interno no partido.
Barbosa ganhou projeção nacional no julgamento do Mensalão e figura entre os nomes mais reconhecidos do Judiciário brasileiro. A aposta é que sua presença ajude a responder a pautas sensíveis das eleições de 2026, como a desconfiança em relação à política e o debate sobre a credibilidade das instituições, temas que devem estar no centro das discussões do pleito de outubro.
Integrantes do DC avaliam que a pauta anticorrupção, frequentemente associada à direita, perdeu força após as recentes controvérsias envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no caso do Banco Master.
Vale destacar, que esta não é a primeira vez que Joaquim Barbosa é associado a uma possível candidatura presidencial. Em 2018, ele chegou a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e chegou a ser cotado para disputar o Palácio do Planalto, mas acabou desistindo da corrida alguns meses depois, alegando motivos pessoais.
