Dakila Pesquisas lança Safari Brasil para transformar a Amazônia na maior rota turística sustentável do planeta

Douglas Lima
5 min de leitura
Dakila Pesquisas lança Safari Brasil - Foto: DivulgaçãoDakila Pesquisas

Dakila Pesquisas acaba de lançar o Projeto Safari Brasil, uma iniciativa de grande escala que reúne povos da própria Amazônia para proteger a floresta, fortalecer a economia local e transformar a região em um novo modelo de turismo sustentável no mundo. O projeto já nasce estruturado com uma ampla rede formada por mais de 180 etnias indígenas, além de ribeirinhos, fazendeiros, remanescentes de antigos seringais, trabalhadores e comerciantes que vivem na região amazônica.

A iniciativa representa um movimento inédito liderado por uma organização civil brasileira que consegue unir tantas lideranças locais da própria floresta em torno de um mesmo objetivo. Proteger a Amazônia de interesses que historicamente têm contribuído para sua destruição e, ao mesmo tempo, gerar emprego, renda e novas oportunidades para quem vive na região.

A Amazônia atravessa um momento crítico. A maior floresta tropical do planeta, responsável por uma das maiores biodiversidades do mundo e fundamental para o equilíbrio climático global, sofre pressões constantes provocadas pelo desmatamento ilegal, pela exploração predatória de recursos naturais e pela presença crescente de interesses estrangeiros que avançam sobre áreas estratégicas. 

Enquanto grandes operações conseguem licenças e estrutura para explorar recursos naturais, muitas comunidades que vivem na própria floresta enfrentam dificuldades até mesmo para manter atividades básicas de subsistência.

O presidente da Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, afirma que essa desigualdade é evidente. Segundo ele, muitas empresas estrangeiras conseguem operar na Amazônia com ampla cobertura política, logística e até militar, enquanto brasileiros que vivem na região muitas vezes “não conseguem sequer plantar um pé de mandioca no próprio quintal”.

O Projeto Safari Brasil surge justamente como uma reação organizada a esse cenário. A proposta reúne populações locais e diferentes lideranças amazônicas para formar uma rede de proteção da floresta e construir um novo modelo de desenvolvimento sustentável baseado na valorização da própria Amazônia.

O projeto não nasceu como uma ideia recente. Ele foi estruturado ao longo um longo período por Dakila Pesquisas. A organização decidiu apresentar a iniciativa ao público apenas quando toda a estrutura estivesse organizada e pronta para funcionar. Hoje o Safari Brasil já é uma realidade.

Atualmente o projeto conta com 80 bases instaladas em diferentes pontos da Amazônia, que funcionam como centros de apoio às comunidades locais e como estruturas estratégicas para o desenvolvimento das atividades do Safari Brasil. Várias dessas bases já estão em operação.

A atuação do projeto também ultrapassa as fronteiras brasileiras. Parcerias já estão sendo estabelecidas com países lindeiros ao Brasil, criando uma rede internacional de cooperação voltada para a proteção da floresta amazônica.

O Safari Brasil não foi criado para derrubar árvores nem explorar a floresta de forma predatória. O objetivo central é proteger a Amazônia e valorizar as populações que vivem nela. A região abriga uma biodiversidade extraordinária e sustenta comunidades que dependem do extrativismo como principal forma de subsistência.

A iniciativa pretende integrar essas realidades por meio do fortalecimento do turismo sustentável. A proposta é transformar a própria floresta em um destino turístico estruturado, capaz de gerar renda e ampliar as oportunidades econômicas para as comunidades locais.

Dentro desse plano, Dakila Pesquisas prepara a criação de uma grande rota turística que irá interligar todas as bases do Safari Brasil. A expectativa é que essa rota comece a operar dentro de seis meses, permitindo que visitantes percorram diferentes pontos da Amazônia e conheçam de perto a riqueza natural e cultural da região.

A próxima etapa do projeto envolve também um avanço tecnológico que poderá transformar a mobilidade na floresta. Dakila pretende levar para a Amazônia o carro voador tripulado. O veículo deverá ampliar a mobilidade entre as bases do projeto, reduzir custos logísticos e oferecer um meio de transporte moderno e não poluente para os agricultores.

A nova tecnologia também deverá fortalecer as atividades turísticas e facilitar o deslocamento em áreas de difícil acesso da floresta.

Com a união de comunidades locais, tecnologia e um modelo econômico baseado na preservação, o Projeto Safari Brasil surge como uma das iniciativas brasileiras mais ambiciosas voltadas à proteção da Amazônia. A proposta da Dakila Pesquisas aposta na força das próprias populações da floresta para proteger um dos patrimônios naturais mais importantes do planeta e construir um futuro em que a Amazônia permaneça viva e nas mãos de quem vive nela.

MARCADO:
Compartilhar este artigo