A crise no Corinthians ganhou mais um capítulo na manhã desta terça-feira (7), quando torcedores organizados voltaram a protestar contra o elenco no CT Joaquim Grava, em São Paulo. Um dia após já terem cobrado os jogadores na porta do centro de treinamento, os torcedores penduraram faixas nos muros com mensagens duras, classificando o grupo como “vagabundo” e “omisso”, além de frases como “acabou a paciência” e “ou joga por amor ou terror”. O ato representa o segundo movimento de insatisfação em menos de 48 horas.
As faixas foram colocadas ainda nas primeiras horas do dia, antes da chegada dos atletas para o primeiro treino sob o comando do técnico Fernando Diniz, contratado até o fim de 2026. A ação aumentou a pressão sobre o elenco justamente no momento de transição na comissão técnica, após a demissão de Dorival Júnior, e evidencia o ambiente conturbado vivido pelo clube nos bastidores e fora de campo.
Dentro de campo, os resultados explicam a revolta da torcida. O Corinthians não vence há quase dois meses — o último triunfo foi em 19 de fevereiro, contra o Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro — e acumula nove partidas consecutivas sem vitória, entre empates e derrotas. A sequência negativa levou à queda na tabela da competição nacional e à eliminação na semifinal do Campeonato Paulista, agravando a crise esportiva. Em meio à pressão, a equipe agora se prepara para estrear na Conmebol Libertadores, diante do Platense, na Argentina, em jogo que também marcará a estreia de Diniz no comando técnico.
