Coronel é preso suspeito de matar esposa PM e forjar suicídio

Nayara Vieira
3 min de leitura
Coronel é preso suspeito de matar esposa PM e forjar suicídio (Reprodução)

A manhã desta quarta-feira (18) marcou um desdobramento decisivo nas investigações sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana. Por volta das 8h12, um comboio formado por agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM cercou um edifício na Rua Roma, no bairro Jardim Augusta, em São José dos Campos. O alvo da operação era o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, que foi localizado e preso em sua residência.

O oficial foi indiciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A prisão ocorre um mês após o corpo de Gisele ter sido encontrado no apartamento do casal com uma marca de tiro na cabeça. Embora o cenário inicial pudesse sugerir um suicídio, o trabalho da perícia e a análise minuciosa do local do crime mudaram o rumo do inquérito.

Evidências e provas periciais

As investigações conduzidas pela Polícia Civil foram fundamentais para desmontar a versão de morte voluntária. De acordo com o delegado responsável, laudos médicos confirmaram que Gisele não estava grávida e que não havia substâncias em seu organismo que indicassem que ela tivesse sido dopada.

No entanto, o fator determinante foi a análise técnica do apartamento: os peritos encontraram manchas de sangue da soldado espalhadas por diversos cômodos, evidência que sugere uma dinâmica de violência prévia ao disparo e uma possível tentativa de alteração da cena do crime — o que fundamenta a acusação de fraude processual.

Procedimentos judiciais

A ordem de prisão foi expedida pela Justiça Militar nesta terça-feira (17), após solicitações conjuntas da Corregedoria da PM e da Polícia Civil, contando com o aval do Ministério Público de São Paulo.

Após ser detido no interior, o tenente-coronel será encaminhado ao 8º Distrito Policial, na capital paulista. No local, ele passará por interrogatório e será formalmente indiciado. A sequência dos trâmites legais inclui:

  • Realização de exames de corpo de delito;
  • Transferência para o Presídio Militar Romão Gomes, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A expectativa das autoridades é que o Inquérito Policial Militar (IPM) seja concluído e relatado nos próximos dias, encerrando esta fase da investigação.

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