Em entrevista à TV Sertão nesta sexta-feira (4), Ciro Gomes (PSD), candidato ao governo do Ceará, revelou que precisou buscar ajuda psicológica “pela primeira vez na vida” após o rompimento com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB).
“Pela primeira vez na vida, eu, que sou um homem de luta, altos e baixos, passei por todo tipo de perrengue, já ganhei, já perdi, pela primeira vez na vida precisei de ajuda psicológica. Não tenho vergonha de dizer. Procurei… procurei ajuda, e hoje, graças a essa ajuda e à minha esposa, à minha mulher Gisele, eu tenho uma uma paz no coração, eh, que eu tinha perdido completamente. Eu não dormia mais, de repente me apanhava chorando, porque você experimentar a amarga ingratidão de… acredite, de quem eu tinha…”, destacou.
“Eu tinha ele como um filho. E ele não é meu filho, certo? Mas como o meu pai morreu e eu era o mais velho, eu não sei o que, então… Enfim, sabe? Vou parar por aqui porque não quero reavivar, então assim, qual é a solução que eu resolvi desenvolver na minha cabeça? Faz de conta que ele não existe, porque eu não tenho a menor vontade de atacá-lo. Acho que o meu caráter não permite atacar um irmão”, acrescentou.
“Meu respeito aos meus pais, que devem estar sofrendo lá no céu, e, mas é aquilo, aqui acabou, esse assunto está vencido para mim. Deixa o povo que resolve e Deus lá vai se encontrar com nós dois lá na frente”, finalizou,
O distanciamento entre os irmãos começou durante as eleições de 2022, quando eles divergiram sobre a sucessão no governo do Ceará. Cid defendia a candidatura da então governadora Izolda Cela à reeleição, o que preservaria a aliança de 16 anos entre PDT e PT no estado.
Ciro, que disputava a Presidência naquele ano, defendia o nome do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. A disputa acabou provocando o rompimento entre PDT e PT no Ceará e contribuiu para a saída de Cid da legenda, acompanhado por outros políticos.
