Em uma revelação exclusiva para o programa “O X da Questão”, apresentado por Paulo Mathias, a jornalista Patrícia Calderon trouxe detalhes de uma conversa comovente que teve com a mãe de Letycia Garcia Mendes. O caso das primas que desapareceram na região de Maringá, no norte do Paraná, já completa mais de um mês sem respostas, deixando a família em uma dolorosa espera.
Mesmo diante do cenário traçado pelas autoridades, a mãe de Letycia abriu o coração e compartilhou que a esperança permanece intacta.
“Ela falou: ‘Patrícia, enquanto o corpo da minha filha e da minha sobrinha não aparecerem, enquanto não há corpo, há vida’ […”, relatou a jornalista. “Com isso, ela quis dizer que, enquanto os corpos da filha e da sobrinha não forem encontrados para o velório e o enterro, ela acredita que as meninas ainda estejam vivas, mesmo com a investigação apontando que elas teriam sido assassinadas.”
Relembre o Caso
As jovens Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, sumiram na noite de 20 de abril, após saírem juntas para uma festa. Desde então, não houve mais contato.
A linha de investigação da Polícia Civil do Paraná, no entanto, segue uma direção mais severa. O caso é tratado oficialmente como duplo homicídio, e o principal suspeito do crime é Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, que encontra-se foragido.
Os Indícios que Apontam para o Suspeito
De acordo com as investigações policiais, Clayton fugiu logo após o sumiço das jovens. O que sustenta a tese da polícia é uma série de evidências físicas e digitais colhidas ao longo do último mês:
Registros Digitais: Imagens e publicações feitas pelas próprias primas em suas redes sociais mostram que elas estavam dentro do carro de Clayton na noite do sumiço.
Cronologia dos Fatos: A polícia analisou o rastreamento e os horários, montando uma linha do tempo que confirma que Sttela e Letycia estiveram com o suspeito momentos antes de desaparecerem.
Patrícia Calderon pontuou que a situação é considerada extremamente triste e delicada. Existe um forte choque entre a dor e a esperança de uma mãe que se recusa a desistir, e o trabalho técnico e frio da polícia, que já trabalha firmemente com a hipótese de que o pior aconteceu.
