Caso PM Gisele: Coronel diz que esposa pode ter ferido o próprio pescoço para incriminá-lo

Nayara Vieira
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Caso PM Gisele: Coronel diz que esposa pode ter ferido o próprio pescoço para incriminá-lo (Reprodução)

Em entrevista exclusiva ao jornalista Roberto Cabrini, no programa Domingo Espetacular, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto apresentou uma hipótese controversa para as marcas encontradas no corpo de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O oficial sugeriu que a própria PM poderia ter provocado as lesões em seu pescoço antes de morrer com um tiro na cabeça, no apartamento do casal no Brás. Segundo Neto, Gisele, por dominar táticas da corporação, teria agido de forma premeditada: “Será que a própria Gisele não apertou o pescoço com a mão, já conhecedora de procedimentos policiais, sabendo: ‘Ah, eu vou fazer marcas, depois vou me matar para tentar incriminá-lo’”, questionou o oficial.

A versão de suicídio sustentada pelo tenente-coronel, no entanto, é confrontada pelas investigações da Polícia Civil, que trata o episódio como morte suspeita. Além da perícia técnica sobre o disparo, a Corregedoria da Polícia Militar apura denúncias de um relacionamento conturbado entre os dois, buscando entender se as marcas de pressão no pescoço — identificadas por especialistas como compatíveis com esganadura — poderiam de fato ter sido autoinfligidas ou se indicam uma luta corporal prévia ao disparo fatal.

A defesa de Geraldo Neto reafirma que o oficial é parte interessada no esclarecimento dos fatos e que ele tem colaborado integralmente com as autoridades desde o início do inquérito. Enquanto aguardam a conclusão dos laudos da reconstituição e da exumação, os advogados sustentam a inocência do coronel e a improbabilidade de seu envolvimento criminoso. O caso segue sob sigilo, com as atenções voltadas para os laudos da Polícia Técnico-Científica que devem determinar, de forma definitiva, a dinâmica ocorrida dentro do imóvel.

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