Caso Gisele expõe agressão dentro da própria Polícia Militar

André Oliveira
2 min de leitura
Tenente-coronel Geraldo Neto (Foto: Redes sociais)

Uma testemunha ouvida pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo afirmou que a policial militar Gisele Alves Santana foi agredida pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, dentro de um batalhão da corporação. O depoimento integra a investigação sobre a morte da policial, tratada como feminicídio, e aponta que a agressão ocorreu durante o expediente, em uma área administrativa de acesso restrito a policiais.

Segundo o relato, a violência teria ocorrido durante uma discussão motivada por ciúmes, quando o oficial teria segurado Gisele pelos braços e a pressionado contra a parede. A cena, ainda de acordo com a testemunha, foi presenciada por outros policiais, causando constrangimento e preocupação no ambiente de trabalho. Outro depoimento indica que câmeras do batalhão registraram um momento em que a vítima sofreu um aperto no pescoço, descrito como “intenso e deliberado”, com força suficiente para comprometer a respiração.

Os depoimentos reunidos no inquérito também apontam que as agressões não foram um caso isolado, descrevendo um relacionamento marcado por ciúmes excessivos, controle e conflitos frequentes, inclusive dentro do ambiente profissional. A investigação conduzida pela Corregedoria busca esclarecer as circunstâncias que antecederam a morte de Gisele, enquanto a defesa do tenente-coronel informou que irá se manifestar nos autos sobre as acusações.

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