Canetas emagrecedoras podem reduzir proteínas associadas ao Alzheimer

Douglas Lima
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Canetas emagrecedoras podem reduzir proteínas associadas ao Alzheimer - Foto: Divulgação

Medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, podem ter impactos que ultrapassam a redução de peso. Segundo um novo levantamento científico, essas substâncias também estariam relacionadas a processos biológicos ligados a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Uma revisão de estudos científicos identificou evidências de que esses medicamentos podem reduzir proteínas relacionadas ao desenvolvimento da doença. A análise foi conduzida por pesquisadores da Anglia Ruskin University e publicada na revista científica Molecular and Cellular Neuroscience.

O estudo analisou dezenas de pesquisas pré-clínicas, realizadas em laboratório com células e animais, para avaliar de que forma medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 podem influenciar mecanismos biológicos associados ao Alzheimer.

Esses medicamentos, indicados principalmente para diabetes tipo 2 e obesidade, incluem compostos como liraglutida e semaglutida.

De acordo com os autores da pesquisa, os resultados analisados apontam sinais de que essas substâncias podem interferir na formação e no acúmulo de proteínas ligadas ao Alzheimer, como beta-amiloide e tau, estruturas que se acumulam no cérebro e estão associadas à perda progressiva de neurônios.

Entre os estudos avaliados, a maioria indicou uma redução dessas proteínas, com destaque para resultados observados principalmente com o uso de moléculas mais antigas, como a liraglutida. Outros compostos da mesma classe também apresentaram efeitos favoráveis, embora com um conjunto de evidências ainda mais limitado.

Apesar dos resultados considerados promissores, especialistas ressaltam que as evidências ainda são preliminares e não permitem conclusões definitivas.

A expectativa é que novos estudos, com maior número de participantes e foco em estágios iniciais da doença, possam esclarecer se esses medicamentos têm potencial real de atuação preventiva no Alzheimer.

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