“Bomba-relógio” no mar: petroleiro russo ameaça o Mediterrâneo

André Oliveira
2 min de leitura
Navio-tanque russo de GNL danificado neste mês e atualmente à deriva sem tripulação, encontra-se em águas internacionais no Mar Mediterrâneo, entre Malta e as ilhas italianas de Lampedusa e Linosa

Um petroleiro russo atingido por um drone no Mar Mediterrâneo acendeu um alerta internacional e passou a ser tratado como uma “bomba-relógio” por autoridades europeias. A embarcação, identificada como Arctic Metagaz, está à deriva em águas internacionais entre Malta e ilhas italianas, após sofrer danos estruturais significativos, incluindo uma grande rachadura no casco e vazamento de substâncias no mar.

O navio transporta uma carga altamente perigosa: cerca de 900 toneladas de óleo diesel e mais de 60 mil toneladas de gás natural liquefeito, o que eleva o risco de explosão e de um desastre ambiental de grandes proporções. Imagens registradas por aeronaves mostram fumaça saindo da embarcação e indícios de contaminação na água ao redor, aumentando a preocupação das autoridades marítimas, que já orientaram outras embarcações a manter distância da área.

Segundo informações iniciais, o ataque teria sido realizado por um drone, em meio às tensões envolvendo a Rússia e a guerra na Ucrânia. O petroleiro também faria parte da chamada “frota fantasma” russa, utilizada para transportar petróleo de forma clandestina, driblando sanções internacionais. Enquanto a embarcação segue sem tripulação e sem controle, cresce o temor de que o incidente evolua para uma catástrofe ambiental no Mediterrâneo.

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