O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, já provoca impactos significativos no cenário energético global em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Dados recentes apontam que, desde o início de março de 2026, ao menos 24 embarcações comerciais — incluindo 11 petroleiros — foram alvo de ataques ou registraram incidentes na região, evidenciando o aumento dos riscos à navegação e à segurança marítima.
Considerado um ponto estratégico por onde normalmente circula cerca de 20% do petróleo transportado mundialmente, o estreito enfrenta uma paralisação quase total, afetando diretamente o fluxo de energia global. A crise já provocou forte redução no tráfego marítimo, com queda expressiva na circulação de navios e interrupções logísticas que comprometem o abastecimento internacional, especialmente para países altamente dependentes do petróleo do Golfo.
Os efeitos econômicos também já são visíveis, com a disparada dos preços do petróleo, que ultrapassaram a marca de US$ 100 por barril diante do temor de escassez. Especialistas alertam que a continuidade do bloqueio pode intensificar a inflação global e pressionar economias ao redor do mundo, já que alternativas logísticas são limitadas e incapazes de suprir integralmente a demanda interrompida pela crise.
